Ceará leva campanha de enfrentamento à violência contra as mulheres para carteirinhas estudantis
5 de março de 2026 - 13:37

A Secretaria das Mulheres do Ceará firmou parceria com a Associação dos Estudantes do Estado do Ceará (ASESC) e com a Associação dos Estudantes de Fortaleza (ASESF) para levar a campanha permanente de enfrentamento à violência contra as mulheres às carteirinhas estudantis emitidas pelas entidades. A iniciativa deve alcançar cerca de 55 mil estudantes em 204 escolas atendidas, ampliando o acesso à informação e fortalecendo a rede de conscientização entre jovens cearenses.
A ação insere, diretamente nas carteiras estudantis, mensagens educativas e orientações sobre como identificar situações de violência e a importância de denunciar, independentemente de quem seja o agressor. O objetivo é estimular o debate, promover a cultura do respeito e reforçar que a violência contra as mulheres é crime e precisa ser enfrentada por toda a sociedade.
Participaram das tratativas para viabilizar a parceria a presidente da ASESF, Rayane; a presidente da ASESC, Isabele; o coordenador de Projetos e do Posto de Atendimento ao Estudante, Cláudio Rocha; além de Marta, tesoureira da ASESC, e Fernanda, secretária da ASESF. O diálogo entre as instituições consolidou o compromisso conjunto de envolver o público estudantil em uma agenda permanente de prevenção.
Para a secretária das Mulheres, Lia Gomes, a iniciativa reforça o papel estratégico da juventude no enfrentamento à violência. “A Secretaria das Mulheres trabalha com foco tanto na prevenção quanto no enfrentamento a essa violência que já é uma epidemia. Nosso compromisso é atuar com todos os públicos — homens, mulheres e jovens — promovendo informação, consciência e responsabilidade coletiva. Levar essa mensagem para as carteirinhas estudantis é uma forma direta de dialogar com milhares de jovens e fortalecer a cultura da denúncia e do respeito”, destacou.
A parceria integra o conjunto de ações desenvolvidas pelo Governo do Ceará, por meio da Secretaria das Mulheres, para ampliar a rede de proteção, interiorizar políticas públicas e consolidar estratégias de prevenção à violência de gênero em diferentes espaços da sociedade.